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5 de setembro de 2012

Néctar do Groove - Néctar do Groove (2011)


Néctar do Groove surgiu em João Pessoa em 2006 - os irmão suíços Stephan Tomas (saxofone) e Peter Bühler (percussão) se meteram a fazer jam sessions com Victorama (bateria), Orlando Freitas (baixo) e Cristiano Oliveira (viola caipira), e o resultado foi essa banda - que hoje também conta com o guitarrista Marcelo Macedo. Durante muito tempo, Néctar do Groove fez seu nome tocando em bares e restaurantes do meio underground pessoense - uma espécie de pequena revolução: nunca foi daquelas bandas que servem apenas de trilha sonora para o bar, chamavam a atenção tocando jazz com viola de dez cordas e baião com saxofone. Naturalmente acabaram tocando em vários eventos alternativos da cidade.

Até agora, seu único registro tinha sido um EP com poucas músicas e difícil de encontrar. Agora, depois de cinco anos de banda, lançam um disco à altura. Arranjos muito bem trabalhados de músicas já conhecidas de quem freqüentava seus shows e algumas novidades compõem o álbum, que consegue recriar o principal aspecto da banda: aquela sensação de jam, aquele improviso de quem já se conhece muito bem. E em algumas músicas, uma pequena jóia: a participação especial de Larissa Montenegro, ex-vocalista da ChicoCorrea & Electronic Band (da qual também fez parte Stephan Tomas e onde Victorama ainda toca), que não era ouvida há algum tempo, mas que tem uma voz hipnotizante que bem condiz com o som da banda. Fonte: Odhecaton







Néctar do Groove



Néctar do Groove surgiu em João Pessoa em 2006 - os irmão suíços Stephan Tomas (saxofone) e Peter Bühler (percussão) se meteram a fazer jam sessions com Victorama (bateria), Orlando Freitas (baixo) e Cristiano Oliveira (viola caipira), e o resultado foi essa banda - que hoje também conta com o guitarrista Marcelo Macedo. Durante muito tempo, Néctar do Groove fez seu nome tocando em bares e restaurantes do meio underground pessoense - uma espécie de pequena revolução: nunca foi daquelas bandas que servem apenas de trilha sonora para o bar, chamavam a atenção tocando jazz com viola de dez cordas e baião com saxofone. Naturalmente acabaram tocando em vários eventos alternativos da cidade. Informações: Odehecaton

Este é o primeiro trabalho do grupo. O disco conta com quatro faixas e foi gravado no estudio Peixe-Boi, João Pessoa - PB

Faixas:
01- Rosa
02- Terra
03- Intermezzo
04- Vô da Viúva




Ficha Tecnica:
 Produção e Arranjos Nectar do Groove
Gravado ao vivo e mixado no estudio Peixe-Boi, João  Pessoa  - PB
Contao: nectardogroove@gmail.com
Myspace.com/nectardogroove

Sax: Stephan Tomas
Bateria: Victorama
Baixo: Orlando Freitas
Percussão: Peter Buler
Viola: Mestre Cristiano Oliveira
Mixagem: Marcelo Macedo
Desing: Jão Faissal

30 de agosto de 2012

Armazém da Melodia Incompleta - Armazém da Melodia Incompleta(EP)



Release

O Armazém da Melodia Incompleta surge em 2010 com a vontade de fazer música instrumental brasileira, flertando com estéticas musicais estrangeiras. As composições passeiam por ambiências e narrativas diversas: desde o frevo ao rock; do jazz ao samba; do baião ao funk. Determinando um caráter universal na personalidade das músicas.
Em quase dois anos de estrada o grupo já se apresentou em alguns festivais: Rock na Consciência (evento da Nova Consciência), Grito Rock Campina Grande (o maior festival integrado da América Latina), III Overdoze SESC PB ( ganhamos o prêmio "Incentivo Destaque") e o Festival Borborema (Festival de música independente autoral de Campina Grande), Festival de Inverno de Campina Grande.
Os três componentes: baixo, bateria e guitarra se revezam no preenchimento dentro das composições, estabelecendo assim uma profundidade e entendimento melhor ao subjetivar nas músicas acontecimentos, sejam eles reais ou fictícios capturados da bagagem cultural de cada integrante do grupo.



Contatos:
(83) 8844 - 5033 - Igor Carvalho
(83) 8894 – 1343 - Alisson Callado
armazemdamelodiaincompleta@gmail.com
https://www.facebook.com/pages/Armaz%C3%A9m-da-Melodia-incompleta/280229568657487





29 de agosto de 2012

Madalena Moog - Philipéia (2012)



Madalena Moog é uma banda que já participa há algum tempo do cenário independente de João Pessoa. O seu mentor, Patativa Moog, não é paraibano de nascença, mas é de vivência. Mora no centro histórico da cidade, e tem o privilégio de ser quase vizinho de um dos principais pontos de encontro de figuras interessantes do lugar: a Cachaçaria Philipéia. Philipéia de Nossa Senhora das Neves é o nome colonial da capital paraibana. A cachaçaria é um ponto focal do centro, um daqueles lugares tão carregados de conversas sóbrias e bêbadas que só de se entrar a pessoa já se sente parte da história da cidade.

Philipéia, o disco novo de Madalena Moog, funciona como ode a João Pessoa e como homenagem à cachaçaria, que por si só também é uma ode a João Pessoa. É um daqueles discos pra ser escutado do começo ao fim, na ordem. O som se distancia cada vez mais do rock dos primeiros discos, e abraça uma coisa mais light, mais samba, mais carnaval. As letras, mesmo quando não falam sobre a cidade, falam sobre a cidade. Um trecho de uma letra diz: "deu no jornal, vai ter aumento de passagem". Pode ser qualquer lugar do Brasil, mas ao mesmo tempo soa extremamente pessoense no contexto.



Tracklist:
01 - Ela Só Pensa Em Namorar
02 - Bifurcação
03 - Felicidade
04 - Philipéia
05 - As Borboletas
06 - Como É Triste!
07 - Beco da Cachaça
08 - Elogio ao Mestre Donga

Madalena Moog - Samba pro seu dia (2010)






madalenamoog.blogspot.com.br

Madalena Moog - 2001 EP ( 2011)




2001. Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke idealizaram-no mais pródigo do que ele foi, realmente. Na gestação da Madalena Moog, foi aí também que tudo começou: a viagem temática dos nossos experimentos sonoros. E ela também (noutro sentido, evidentemente) foi além do que idealizamos, na época. Parece que isso é bem comum, afinal.

“2001” não foi pensado como EP; não era, muito menos, algo feito para ser mostrado ao público. As músicas, gravações bem caseiras e experimentais, eram apenas... gravações bem caseiras e experimentais. Nada planejado para divulgação, etc. Foi em referência a Kubrick e Clarke que elas recebem os nomes “retrô-futuristas”, evocando o passado que assentava-se no presente, mas desencantado - como na frase inicial de “Aqueles que Vivem no Céu” (em inglês, naturalmente), repetida e a repetir-se, perdendo-se em seu silêncio espaço-espacial: “Alguém está chorando agora, e está chovendo.” E nos também nos distanciamos; mas ainda não nos perdemos.
2001 foi um ano difícil; emblematicamente marcado pelos ataques às torres gêmeas, na ilha de Manhattan, coração financeiro de Nova York: o World Trade Center. Lembro bem daquela manhã do 11 de setembro. Eu dava uma aula de Introdução à Sociologia, e a diretora pediu licença para interromper, dizendo: “Gente, estão jogando aviões sobre os Estados Unidos, um monte deles...” Eu somente pensava em uma Terceira Guerra Mundial. Tinha relido a graphic novel de Alan Moore e Dave Gibbons, Watchmen, bem recentemente. E lembrava de uma música, da banda gaúcha, Engenheiros do Hawaii: “Quando eu abro a janela, quando eu vejo o jornal / Eu vejo a cara dela, a Terceira Guerra Mundial / Jogam bombas em Nova York..." As referências se multiplicavam. E do que veio depois de tudo, todos já sabem bem.
É verdade que o primeiro registro sonoro da Madalena (sem o Moog, na época - seria acrescido em 2006, quando eu fui morar em Porto Alegre) somente sairia em 2002, com o lançamento de um EP homônimo. Antes, porém, essas gravações caseiras, usando um velho teclado Yamaha PSR 620, ligado a não sei quantos pedais, assomado a bancos de madeira (como no caso de “Aqueles que vivem no céu”) e tudo o mais que produzisse algum som. Tratava-se de um “vamos ver como é que fica”. E o que ficou é o que você pode ouvir aqui, no “2001”. Dê um desconto quanto à qualidade, fique com o som, sem preconceitos.
Como você poderá notar, muita coisa mudou de lá para cá e, sinceramente, espero que para melhor. Seja como for, trata-se de um presente (estamos fazendo 10 anos de banda, entre hiatos e reticências) àqueles que gostam da banda, e que não conheciam ainda este seu lado mais, digamos, obscuro – da época em que a Madalena era a banda de um homem só: yo. Apertem os cintos; boa viagem!

Patativa Moog, em setembro de 2011

Set

01 - Aqueles que Vivem no Céu
02 - Voyager
03 - Júpiter & Seus Satélites
04 - Cressid's Love
05 - Espirais CCs

Download



Observação. Como já foi dito, as gravações são caseiras (feitas em Kakewalk) e, como tal, requerem alguns “descontos dos ouvintes”. Todas as músicas são de Patativa Moog (oi!), e todos os instrumentos são tocados por ele (rsrs...), exceto o baixo elétrico em “Júpiter & Seus Satélites”, gravado por Edy Gonzaga, depois (parece que em junho de 2002).