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16 de abril de 2012

Rotten Flies - Rota de Colisão (2011)


01. Intro
02. Rapadura do Cão
03. Macêdo
04. Playboy Exterminador
05. Jack Pastel
06. A História Não Perdoa
07. Camelo
08. Velha Geração
09. Jihad Santa
10. Pino de Granada
11. Mais Valiado*
12. Respeito Pelas Minhas Botas
13. Fim do Mundo Verde



O quarteto paraibano Rotten Flies é parte da história do punk-hardcore nordestino. Os rapazes da banda estão comemorando vinte anos de existência, mantendo a mesma postura musical e a mesma ideologia de protesto, sem pieguice e modismos.

É referência ímpar para a nova geração com sua sonoridade forte e discurso consciente. Seu novo disco “Rota de Colisão” premia toda sua trajetória, mostrando seu vigor peculiar tão respeitado no cenário punk da região.

O disco, lançado pelo selo SubFolk, foi produzido pela banda e por Ilsom Barros (Zefirina Bomba), apresenta 12 petardos calibrados que evocam o tradicional hardcore anos 80 e a pegada do punk 77.

Faixas como “Rapadura do Cão” que aborda o grave problema do “crack”; o alerta contra a indústria da religião em “Macedo”; a crítica ao racismo em “Respeito pelas minhas botas” e a preocupação eco-apocalíptico em “Fim do Mundo Verde” dão o direcionamento desse novo trabalho.

Um grupo coeso formado pelo vocalista, letrista e também Doutor em História Ramsés Nunes, pelo baterista Beto, o baixista Cecílio e o guitarrista Adriano Stevenson, que mantêm a tradição de sons rápidos e diretos influenciados por bandas seminais comoRatos de Porão, Cólera, GBH e Dead Kennedys.

Produção apurada com ótima qualidade de gravação – gravado no Estúdio SG -, bela capa e encarte detalhado com as letras e ficha-técnica. Aproveitando o ano comemorativo, pretende lançar uma biografia produzida e escrita pela jornalista cultural Olga Costa e, fechando o ciclo, a gravação de um DVD.

Enquanto isso aproveite essa boa nova em formato CD que pode ser encontrado nas lojas de discos alternativos da cidade ou então através do email do Jornal Microfonia(jornalmicrofonia@gmail.com).

http://rottenflies.blogspot.com

www.myspace.com/rottenflies




Rottem Flies - EP Guerrilha Urbana (2002)





Rotten Flies- O hard Core (1997)


1. Amigo do cão
2. Metralhado
3. Xiita Core
4. Nordeste Feudo
5. Direito Violado
6. Cerebro pra que?
7. Domingo no shopping
8. Raciocinar
9. Fé Cega
10. Sobreviver
11. Ultra mega radical


Rotten Flies - Cultura do Ódio (1994)


01_INTRO (BEIJA FLOR E OLIVEIRA)
02_O FIM
03_VAI FEDER
04_MINI PSICOPATA
05_ÓDIO X FOME
06_REVOLTA PROGRAMADA
07_SORRIA IDIOTA
08_A LEI
09_FINAL (BEIJA FLOR E OLIVEIRA)




Primeiro disco da Banda. 

BETO : BATERIA
RAMSES : VOCAL
EDY : GUITARRA
CECILIO : BAIXO



12 de abril de 2012

Vídeo - Pinto do Monteiro



Trecho do documentário "Nordeste: Cordel, Repente E Canção (produção de Tânia Quaresma, 1975)" onde mostra um depoimento do famoso repentista Pinto do Monteiro.

Depoimento de  Ivanildo Vila Nova*


Esse depoimento vai contrariar muita gente que jura, por tudo que é santo, que tive grandes embates com o famoso Pinto do Monteiro. A primeira lembrança que tenho do grande poeta repentista é de quando passava, quase todas as manhãs, justamente pelo local onde ele morou muito tempo, em Caruaru, na Rua São Roque, quartinho dos fundos de um enchimento pertencente a um amigo de meu pai e padrinho meu, chamado Epaminondas.
Pela diferença de idade, quando me profissionalizei na cantoria, Pinto praticamente ia em busca do ocaso, como trabalhador da viola. Mesmo assim registro quatro passagens entre nós. A 1a delas, uma cantoria no Restaurante Bebedouro, em Caruaru, com ele e José Soares do Nascimento, cada um cantando sua queda, com Pinto concluindo:

Eu fui como cascavel
Todos tinham medo dela
Hoje qualquer um me pega
Me amarra, me desmantela
Que onça depois de morta
Qualquer um briga com ela


Nos anos 70, durante uma excursão de vários poetas por cidades do Ceará, abrindo um pouco minha parceria, na época com Dimas Batista, cantei um pequeno baião em sextilhas com Severino Pinto. Depois de um dos torneios de Olinda, novamente cantamos uma outra pequena baionada para Giusepe Baccaro e Bajado, no "Teatro de Arena da Casa das Crianças". Finalmente assisti-o fazendo uma apresentação em Monteiro/PB, para Ronaldo Cunha Lima, cantando com Odilon Calumbí, e desabafando suas mágoas com a bela estrofe:

Se ninguém envelhecesse
Eu não estava aonde estou
Velho, doente, acabado
Sem saber pra onde vou
Toda alegria que tinha
Veio o tempo e carregou.

Considero Pinto tão importante, para a cantoria na sua época, como foi um Luiz Gonzaga para a música popular nordestina.



Sobre Pinto do Monteiro, ver http://ww.secrel.com.br/jpoesia/pmont00.html

Caximbinho e Geraldo Mouzinho




Tomás Cavalcante da Silva, o Cachimbinho, nasceu em 6 de abril de 1935, em Guarabira, na Paraíba. Começou cantando aos 13 anos, e chegou a ser preso por cantar emboladas em uma praça. Um dia, comprou uma passagem e foi com a cara e a coragem para o Rio de Janeiro. Lá, conheceu Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, que o ajudaram na carreira. Cachimbinho é um dos grandes mestres do coco de embolada. seu parceiro, Geraldo Jorge Mouzinho, Geraldo Mouzinho, natural de Mamanguape, na Paraíba. A dupla mora em São paulo onde ganha sua vida cantando Embolada.


Faixas

01 viuva muda

02 o casamento do bode
03 pobre revoltado
04 aguardente o que que faz
05 cidades da paraiba
06 os namoros de agora
07 abc malcriado
08 terra misteriosa
09 o que eu acho
10 ninguem sabe como viver
11 texto de encerramento



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